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111 vítimas fatais na BR-364 só em 2015

Do dia primeiro de janeiro a dez de novembro de 2015, ao longo dos 1.091 quilômetros da BR-364 que cortam em sentido longitudinal o Estado de Rondônia, na divisa de Mato Grosso até o Acre, foram registrados 2.286 acidentes, com 2.326 pessoas feridas, 111 vítimas fatais, com prejuízos financeiros e materiais incontáveis.
Com uma média diária de 2.385 veículos transitando pela BR-364, de acordo com os números apresentados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), sendo que mil são de caminhões transportando cargas pesadas no sentido Vilhena Porto Velho, num verdadeiro vai-e-vem, chega-se a soma aproximada de entre 87 a 90 mil veículos mensais, dependendo da sazonalidade.
Some-se a isso a ausência de sinalização horizontal e vertical, falta placas nas curvas, nos aclives e cruzamentos, assim como não há acostamento na maior parte da estreita rodovia, com muitos buracos, o asfalto vai cedendo e afundando o leito da estrada, sem nenhum posto de pesagem para fiscalizar o peso das carretas. O único que existe entre Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste está desativado.
Quem percorre em veículo leve o percurso acima citado constata que em dezenas de locais que o asfalto está se destruindo e se esfarelando. Nada justifica que, uma rodovia importante como essa interligando Rondônia e sua economia forte ao resto do planeta se encontre nestas condições.
A BR-364 é a coluna central por onde desemboca e escoa toda a produção de milho, soja, carne, calcário, café, leite e madeira de Rondônia cortando os principais municípios assentados, ao longo da rodovia, que diga se de passagem foi implantada na década de 1960, portanto, há mais de 45 anos, sem nenhum estudo topográfico e geológico sobre a resistência do solo. Na realidade um picadão aberto no meio da selva. Naquela época os veículos de cargas pesadas transportavam no máximo até 26 toneladas e ainda eram desconhecidos por aqui. Por uma questão de necessidade, no regime militar, 15 anos depois ela recebeu as primeiras camadas de asfalto.
O implacável progresso chegou transformando a fisionomia da economia regional. Todavia, a indolência dos órgãos responsáveis pela preservação e manutenção da BR-364 não conseguem na atualidade mantê-la em condições reais de segurança para os veículos modernos, carretas, bitrens e julietas que transportam até 72 toneladas, bem como aos ônibus e veículos de passeio.
fonte  www.jornalatribuna.com
equipe giro feijó

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