Devido à crise, ceia de Natal pode custar até R$ 273 na capital - Giro Feijó

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Devido à crise, ceia de Natal pode custar até R$ 273  na capital

Devido à crise, ceia de Natal pode custar até R$ 273 na capital

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Seguir a tradição e reunir a família ao redor de uma mesa farta não vai ser uma tarefa muito fácil para os riobranquenses em 2015. O motivo é que só o preço da ceia de Natal pode chegar até R$ 273 neste ano. Os valores dos itens foram pesquisados em três grandes estabelecimentos comerciais de Rio Branco.
O peru, protagonista das mesas natalinas, pode ser encontrado por mais de R$ 90 dependendo da marca. O Chester, por sua vez, chega a R$ 75.
O arroz pode ser comprado por até R$ 3,75 o quilo. Os que gostam de farofa podem pagar até R$ 5,29 pelo quilo de farinha. O panetone, por sua vez, pode ser adquirido por até R$ 25.
Aqueles que quiserem decorar e consumir frutas - como uva, melão e melancia - vão gastar, aproximadamente, R$ 17 neste Natal. Já o preço dos vinhos, muito consumidos nesta época do ano, variam de R$ 7,69 até R$ 98,17. As frutas cristalizadas são vendidas de até R$ 10 o quilo. Os que apreciam nozes podem pagar em torno de R$ 23 por uma porção de 130 gramas.
Criseé vilã
De acordo com o gerente de um supermercado da capital, Ivanir Batista, a crise na economia do país afetou diretamente os valores dos itens que compõem a ceia. Por isso, o estabelecimento precisou reduzir em 15% a quantidade de produtos para a venda, tentando evitar prejuízo. Para tentar agradar a clientela, o comércio investiu em algumas promoções.
Ceia natalina pode custar mais de R$ 270 em supermercados da capital acreana (Foto: Tácita Muniz/G1)
"Os produtos natalinos, até mesmo por conta de ser algo mais caro, ficaram menos acessíveis para quem recebeu a crise com impacto. Porém, o aumento aconteceu em todo o segmento. Sabíamos que isso ia atingir o Natal e nos preparamos. Temos um volume menor de produtos para evitar perdas", afirma Batista.
A professora Maria de José conseguiu comprar o peru depois de pesquisar em três lugares. Apesar de ainda não ter comprado tudo da ceia, ela diz que, devido aos altos preços, optou por não comprar alguns itens. "Vou reduzir gastos, o pernil, por exemplo, não comprei. Estou indo a Cruzeiro do Sul para reunir a família e lá é muito mais caro", diz.
O aposentado José de Almeida foi ainda mais radical. Ele decidiu que o peru não fará parte do jantar de Natal. "Tudo está muito caro este ano. O peru não tem quem possa comer, eu vou apelar por um tambaqui [peixe] ou um frango", revela.
O frango também vai ser o carro-chefe da ceia natalina da aposentada Francisca das Chagas. "Está tudo mais caro. Por isso, pretendo substituir o peru pelo frango, porque é mais barato. É quase impossível para nós, mas vamos dando um jeito aqui e outro ali. No Natal, o importante é a saúde", fala.
Já para funcionário público Salomão Figueiredo o momento é de cautela. Para ele, é importante puxar as rédeas para não gastar demais no Natal, devido à crise na economia do país. "Está sendo mais caro, não só a ceia, mas os demais produtos. Ninguém quer começar o ano com dívida sem a certeza que vai melhorar a questão da crise", acrescenta.
Gerente de supermercado diz que crise é o fator motivador dos altos preços (Foto: Tácita Muniz/G1)
fonte  Do G1 AC

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