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'Não viajava por não caber no assento de avião', diz mulher que perdeu 82 kg

Passar pela roleta do ônibus e até mesmo viajar de férias eram atividades impossíveis na vida de Patrícia Geber, de 41 anos. Com 1,64 metro de altura, ela pesava 164 kg quando decidiu fazer uma cirurgia de redução de estômago, há dois anos. Hoje, com 82 kg, ela adquiriu novos hábitos e saiu do manequim 64 para o 42.
"Eu não viajava por não caber no assento do avião, era uma realidade muito triste,  constrangedora", lembra.
A acreana diz que antes de perder peso, sua autoestima era baixa. Ela fala que não conseguia fazer coisas simples do dia a dia e conta que o maior desafio para ela era subir quatro lances de escada para chegar ao trabalho.
"O mundo dos obesos é muito triste, complicado. Lembro que não conseguia sentar em uma cadeira, nem entrar em um carro. Uma vez deixei de ganhar um carro porque não coube nele. Calça jeans, para mim, só se fosse tamanho 60 até 64. Sapato só aberto, porque fechado nenhum cabia", diz.
A professora explica que até passar pelo procedimento, foram dez "longos anos" estudando a possibilidade de fazer a redução. Ela é uma das fundadoras do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas do Acre, onde a cirurgia foi realizada e, mesmo participando do grupo, não se sentia segura para passar pela cirurgia. 
"Quando decidi fazer, tive que passar dois meses internada, porque precisava emagrecer. O médico pediu que eu reduzisse 15% do meu peso antes, por conta do risco cirúrgico, o equivalente a 24 kg. Consegui perder 22 e ele me operou. Eu pesava 142 kg quando me operei. Hoje, entro dentro da perna de uma antiga calça. Perdi metade de mim", comemora.
Prós e contras da cirurgia
A professora fala que o lado positivo de ter feito a cirurgia, além da perda de peso, é a qualidade de vida e a melhora na saúde.
Patrícia diz que o próximo passo é fazer uma cirurgia plática para a retirada de pele (Foto: Arquivo Pessoal/Patrícia Geber)
Sobre a demora em se submeter ao procedimento, a professora diz que achava o método muito radical. "Não me interessava em fazer redução, achava radical, fora da minha realidade. Cheguei a fazer os exames três vezes, mas desisti. Depois de ver minhas amigas fazendo, e vendo o quanto a vida delas mudou, resolvi arriscar e não me arrependo", conta Patrícia. 
"Depois da cirurgia, é como se a gente fosse um bebê que acabou de nascer. Só pode tomar líquido, depois passa para o pastoso e, após isso, para o sólido. É uma adaptação bem difícil. Lembro que sofri quando passei para a dieta sólida, me entalava e vomitava. Depois a gente se acostuma com a nova vida e não acontece mais nada disso", diz.
Patrícia conta ainda que não se arrepende em nenhum momento de ter feito o procedimento. "Hoje vivo normal, sou liberada para comer tudo o que quiser, só que em pequenas quantidades. A única coisa que rejeitei depois da cirurgia foi o chocolate. Para quem quer fazer, é importante seguir todos os passos", recomenda.
Sobre seus planos após perder peso, Patrícia diz que vai enfim fazer uma viagem. "Quero ir para a praia, mas agora só vou depois que fizer a cirurgia reparadora", finaliza.
fonte  Do G1 AC
equipe giro feijó

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