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Motorista diz temer isolamento de cidades após cratera abrir em rodovia

Homens do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) devem construir um novo desvio mais abaixo do trecho da BR-364 atingido por uma erosão que provocou uma cratera. Enquanto isso, motoristas que utilizam a rodovia reclamam de transtornos e dizem temer que o problema cause o isolamento das cidades que ficam nas regiões do Tarauacá-Envira e Juruá.
Morador de Tarauacá, o taxista Francisco Cunha é um dos que quando ficou sabendo da erosão ficou com medo do município ficar isolado.
“A maioria das pessoas que passa por aqui depende dessa estrada, os moradores de Tarauacá, Feijó, Cruzeiro do Sul. Então é um risco. Há muitos dias que o pessoal do DNIT está aqui então já era para terem tomado providências”, cobra.
O problema está a pouco mais de seis quilômetros da entrada do município de Sena Madureira, no Km-278 da estrada sentido Cruzeiro do Sul.
De acordo com o encarregado geral da obra, Emídio Melo, a quebra de uma manilha responsável por escoar a água de um açude que passava por baixo da pista foi a causa da erosão.
“A estrutura do berço do bueiro não suportou a vazão da água e ocasionou isso aí, mas estamos tentando resolver na medida do possível”, explica.
Ao longo do dia a cena se repete, a cada 20 minutos a pista é liberada para a passagem dos veículos. Depois disso caminhões com material para a obra e enquanto o material é jogado e compactado, novas filas de carros se formam na estrada, dos dois lados.
“Tem meia que estou esperando, mas já sabia. Um amigo me ligou disse que a estrada estava liberada e quando cheguei aqui estava fechada”, conta o refrigerista Albanir Pinto, enquanto aguarda a liberação da estrada para poder passar.
Já o técnico de equipamento em laboratório Jailton Reis que viajava para Rio Branco reclamou dos constantes transtornos enfrentados por problemas na estrada.
“É muito complicado, muito risco para gente [viajar] pela BR. Eu cheguei em Tarauacá de ônibus e o ônibus teve que enfrentar essa situação”, lamenta.
De acordo com o DNIT, não há previsão para o início das obras na pista principal. Os esforços, por enquanto, estão concentrados em resolver a situação mais emergencial, manter o tráfego na rodovia.

A BR-364, no trecho entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul, foi uma das pautas da entrevista concedida pelo governador Tião Viana à Rede Pública de Comunicação na semana passada. O chefe do Executivo voltou a afirmar que, mesmo a rodovia estando na responsabilidade do Departamento Nacional de Transportes (Dnit) há mais de um ano, o governo estadual não mediu esforços para ajudar a solucionar os problemas.
“Fui à presidente da República e conseguimos R$ 78 milhões, recurso suficiente para dar manutenção nesse período, até começar a reconstrução definitiva”, afirmou.
Ele ainda destacou dois problemas que foram determinantes para deixar a rodovia em más condições de tráfego: algumas empresas contratadas pelo Dnit não iniciaram seus lotes e alguns empresários não obedeceram o limite de cargas.
“Nós cuidávamos das balanças, cuidávamos com força, com firmeza, mas alguns poucos empresários, uns três eu diria, não quiseram respeitar, colocaram carretas de 70 no lugar de 18 toneladas de carga”, relatou.
O governador ressaltou que esse é o momento que exige união de todos. “Temos que nos unir e não ficar numa relação de guerra. Eu tenho sentido a necessidade de ver cada vez mais ver consolidado o apoio da representação política do Acre à população do Juruá que não merece passar o que está passando”, afirmou.

Posicionamento do Dnit

Diante de algumas observações do governador Tião Viana em entrevistas aos programas locais, o superintendente do Dnit no Acre, Sérgio Mamany, esclareceu em nota os motivos da deterioração BR-364 e do que está sendo feito para resolver a situação.
Mamany informou que os solos do Acre são bem atípicos, muito argilosos e com pouca capacidade de suporte, por isso o órgão trabalha em um novo projeto, usando uma nova técnica.
Ele ainda acrescentou que “possivelmente essa condição [solo] tenha sido uma limitante para o insucesso da implantação de projetos convencionais, que se aplicam em outra rodovia com características físicas de suporte melhor”.
Finalizou dizendo que a elaboração de um novo projeto de engenharia para reconstrução da BR-364 certamente trará soluções mais diferenciadas. “O refazimento da estrutura do Corpo Estradal terá que considerar essas peculiaridades locais”, disse Mamany.
Agência de Notícias do Acre
equipe giro feijó

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