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Agricultor não desiste de achar filho que sumiu há 2 meses: 'difícil sem ele'

Com lágrimas nos olhos, o agricultor Francisco da Silva, de 40 anos, força a memória a fim de lembrar da última vez que viu o pequeno Luciano Silva, de 10 anos. Há mais de dois meses, Silva tenta conviver com a dúvida sobre o desparecimento do filho, no dia 29 de maio, enquanto brincava em uma chácara na cidade de Porto Acre, interior do estado.
Pai de seis, o agricultor se emociona ao ser questionado sobre o primeiro Dia dos Pais sem um de seus filhos. Além de ter visto a rotina mudar sem a presença de Luciano, Silva tenta achar respostas para o desaparecimento da criança.
“Busco em Deus a esperança de um dia saber o que aconteceu com o meu filho. Difícil a gente procurar uma pessoa sem saber o que aconteceu com ela”, lamenta.
Em pensar que há pouco mais de um ano, o agricultor comemorava a data com a prole completa. Entre as mãos, humildemente, Silva mostra um singelo porta-retratos feito de papel emborrachado, lembrança de Luciano no último Dia dos Pais.
Mal sabia o agricultor que a imagem iria se tornar símbolo da busca incessante para saber o que realmente aconteceu com o pequeno.
“Primeiro Dia dos Pais sem ele. Não é fácil, ele era um dos meus filhos mais carinhosos. Essa foto, ele me deu no ano passado, na véspera do Dia dos Pais. Muito difícil ficar sem ele”, diz entre lágrimas.
Francisco Silva diz que sumiço do filho mudou a rotina da família  (Foto: Tácita Muniz/G1)
A chácara, onde tudo aconteceu, tinha sido adquirida pelo agricultor há cinco dias antes do desaparecimento do menino. Ele havia trocado a casa na Vila do V pelo pedaço de terra em Porto Acre. Sem Luciano, o agricultor desfez o negócio e voltou a morar na pequena comunidade.
“Mudou nossa rotina. Duas semanas depois, a gente não comia e nem dormia. Depois que voltamos para a vila, com a ajuda dos amigos, as coisas foram ficando mais calmas. É muito doído”, diz.
Sumiço
A última vez que Luciano foi visto foi por volta de 16h30 do dia 29 de maio. O desaparecimento foi notado pelos pais quando o casal tentou chamá-lo para tomar banho. De acordo com o pai, o menino brincava com os primos em frente à casa da tia, que também ficava próximo à chácara.
O pai fez um boletim de ocorrência e a Polícia Civil passou a investigar o caso. Corpo de Bombeiro e Exército chegaram a ser acionados, mas sem sucesso nas buscas. A hipótese é de que o menino tivesse caído no rio, que fica a cerca de 100 metros da casa.
Hipóteses
Passados quase três meses, Silva acredita que o menino não tenha se afogado. Ele alega que o filho tinha medo de água e que também não foram encontrados vestígios no rio que apontassem um afogamento.
Outra possibilidade levantada na época pelo próprio pai foi a de que Luciano teria se perdido na mata. Porém, o pai descarta e diz que não acredita que o menino ainda esteja vivo.
A terceira hipótese levantada pela família é de que dois jovens, que moravam na área, teriam envolvimento com o sumiço do menino.
“Quando os bombeiros foram fazer as buscas chamaram a atenção da gente para dois jovens que não ajudavam em nada. Ficavam sentados e observando enquanto todo mundo procurava. Isso nos levantou a suspeita, mas o delegado informou que não havia testemunhas ou fatos contra os dois”, revela o pai.
O agricultor agora luta para que as autoridades possam lhe dar pistas do que pode ter ocorrido com o menino.
“A gente procura uma resposta, porque toda família já perdeu um ente querido, mas perder alguém sem saber para onde foi, fica muito difícil, muito doído para a gente”, finaliza.
'Sem indícios de crime'
Luciano foi visto pela útlima vez no dia 29 de maio enquanto brincava com os primos  (Foto: Arquivo da família)
O delegado de Porto Acre, que ficou a frente das investigações, destaca que todas as providências foram tomadas pelo Estado, mesmo que a área de onde o desaparecimento ocorreu seja parte de Boca do Acre, no Amazonas. Segundo ele, a comunidade foi ouvida e todos os órgãos foram acionados.
"A resposta disso depende de novas evidências. A polícia finalizou as buscas, ouviu as duas pessoas que a família apontava como tendo participação no caso, mas nada foi encontrado. Não há indícios de um crime, o que sabemos é que houve um desaparecimento, mas não como isso ocorreu", explica.
Pimentel relata também o fato sensibilizou o Estado e que as investigações continuam para que um dia seja solucionado o que de falto ocorreu com Luciano.
fonte   g1.globo.com
equipe giro feijó

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