Em boletim, mulher acusa policiais de estuprarem enteado com ferro - Giro Feijó

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Em boletim, mulher acusa policiais de estuprarem enteado com ferro

Em boletim, mulher acusa policiais de estuprarem enteado com ferro

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Uma dona de casa alega que teve a casa invadida, em Rio Branco, por cinco homens encapuzados na madrugada do dia 5. Na ocasião, a mulher disse que o enteado de 17 anos foi levado e estuprado pelo grupo.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) na semana passada. No boletim de ocorrência, a mulher acusa policiais civis de serem os autores do crime.
A dona de casa não quis se pronunciar sobre o caso. O G1 tentou ainda ouvir o advogado da família, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
No registro consta que o adolescente foi estuprado com uma barra de ferro e abandonado no Ramal do Panorama, na zona rural de Rio Branco. A coordenadora da Depca, Elenice Frez, contou que a dona de casa afirmou que os invasores levaram ainda uma televisão, R$ 900 em dinheiro e uma quantidade de drogas. O menor teria entrado em contato com a família por um telefone celular.
"Ela pediu para ele chamasse um mototáxi, mas como não tinha, passou alguém por lá e deu carona. Mas fiquei sabendo que foi o advogado dele que o trouxe. Ela esteve aqui entre quinta [8] ou sexta-feira [9], ou seja, se o caso ocorreu dia 5, demorou alguns dias para registrar. A história é estranha", disse a delegada.
O boletim foi registrado como lesão corporal e estupro, mas a delegada afirma que a mulher se negou a prestar depoimento na delegacia. Para a delegada, apesar da acusação, não é possível afirmar ainda que o crime tenha sido cometido por policiais.
"Como tem certeza que eram policiais, já que qualquer um pode ter balaclava, inclusive os inimigos do pai do menino? De concreto, a denúncia só tem que o menino está machucado. Ela acusa a polícia, mas é muito simples acusar a polícia de qualquer coisa", detalha a delegada.
A madrasta, segundo Elenice, disse que reconheceu as coisas do adolescente durante uma apreensão de objetos feita e divulgada pela Polícia Civil um dia após as agressões. "Pode ter sido um marginal que fez isso com ele e as coisas do menino foram localizadas na casa dele no dia seguinte. Pode ser isso ou não", pontuou.
Corregedoria investiga denúncia
O corregedor da Polícia Civil, Alex Cavalcante, confirmou que recebeu o material enviado pela Depca e que as investigações já iniciaram para tentar desvendar o crime. A madrasta e o adolescente devem ser ouvidos nos próximos dias.
"Estamos fazendo os levantamentos e temos o cuidado de não fazer nenhum tipo de conclusão ou julgamento precipitado. Vamos apurar com bastante rigor e detalhes para descobrir a autoria e materialidade do caso", enfatizou.
O inquérito tem o prazo de 30 dias, podendo ser estendido para mais 30, para chegar a uma conclusão, explica o corregedor.
Caso seja comprovada a participação ou autoria de algum agente da polícia, Cavalcante falou que a punições vão desde advertência a demissão. "A corregedoria apura no âmbito administrativo e criminal e as penas previstas nas legislação preveem advertência passando por suspensão e dependo do caso, demissão. Mas, tudo vai depender do que for apurado", concluiu.
fonte   g1.globo.com

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