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Programa Quero Ler chega a Feijó e Tarauacá

Em um marco educacional na manhã desta sexta-feira, 2, o governador Tião Viana iniciou as atividades do programa Quero Ler em Feijó e Tarauacá. São 76 turmas de jovens e adultos nos dois municípios que irão finalmente aprender a ler e escrever, abrindo novas portas para a universalização do saber.
O Quero Ler é um programa criado por Tião Viana em seu segundo mandato e tem o audacioso objetivo de eliminar o analfabetismo no Acre até 2018, atendendo mais de 60 mil pessoas. Em Feijó, só neste primeiro momento, serão beneficiadas 500 pessoas, a maioria na área urbana. Já em Tarauacá, serão 400 alunos, com empenho maior na zona rural. O investimento total ultrapassa R$ 20 milhões.
São 76 turmas que alcançam quase mil alunos de zona urbana e rural em Feijó e Tarauacá (Foto: Sérgio Vale/Secom)
“Já estamos chegando a sete mil alunos, e partimos agora para oito mil nesta etapa, para em breve chegarmos a 14 mil beneficiadas pelo Quero Ler só este ano. Vamos eliminar essa dívida moral da história do Acre com sua gente. Vamos ser o primeiro estado a vencer o analfabetismo, chamando os alunos para a sala, mobilizando mais de três mil professores e vencendo esse desafio pelo nosso povo mais simples”, disse Viana.
O secretário de Estado de Educação Esporte, Marco Brandão, ainda explica que, pelo alcance social do Quero Ler, os professores alfabetizadores foram selecionados dentro das próprias comunidades em parceria com as prefeituras, recebendo treinamento especial e uma bolsa em dinheiro para a atividade.
“Cada turma possui em média 15 alunos, e esses professores atenderão as pessoas dentro das suas próprias comunidades, em espaços alternativos como casas particulares, escolas, igrejas e associações”, ressaltou Brandão.A empolgação para começar
Entre os alunos de Feijó, Francisco João Correia, de 74 anos, é um dos mais animados. Nascido no seringal, nunca soube o que era uma escola na infância. Trabalhando duro para educar e sustentar 12 filhos, nunca teve tempo para si mesmo. Com todos adultos agora, alguns com nível superior, ele se prepara para se superar.
“Quero fazer pelo menos meu nome, que eu não sei, porque quando assino um documento tenho que sujar o dedo. Ler e escrever, para mim, será maravilhoso, porque tenho vontade de ler a Bíblia. Coisa melhor na nossa vida é o saber”, conta, sorridente.
Outra aluna do Quero Ler que não esconde a ansiedade é a indígena Carla Shanenawa, de 33 anos. Morando na comunidade Shanakya – três quilômetros longe da cidade -, ela é direta em seus sonhos: “É uma grande emoção participar deste programa, principalmente para nós indígenas, até para quebrar um pouco do preconceito com os índios. Meu sonho após aprender a ler é progredir mais e incentivar nossas crianças a estudar, dar incentivos para todo mundo buscar coisas melhores na vida”.Os educadores que acreditam
Além do início oficial das turmas, o dia também marcou a formação dos educadores que irão alfabetizar nas turmas do Quero Ler. Eliene Tavares é uma delas em Tarauacá, e se disse comprometida com o programa. “A gente está melhorando a qualidade de vida da população. Na minha comunidade tem muita gente acima de 40 anos que não sabe nem escrever o nome. É nossa responsabilidade mudar isso.”
O secretário adjunto de alfabetização, Evaldo Viana, reforça o alcance do Quero Ler: “Ainda este ano estaremos abrindo novas vagas em Feijó e Tarauacá. Iniciamos as atividades recentemente em Cruzeiro do Sul, temos mais de 340 turmas em Rio Branco e nos próximos dias outros municípios também começarão no programa”.
O que disseram
“A vida é muito dura. E muitos dos nossos pais tiveram que escolher entre estudar e trabalhar. Muitos de vocês também se dedicaram para que os filhos estudassem, mas vocês agora são a nossa infância, e vamos educá-los.” – Moisés Diniz, deputado federal
“Aqui temos sonhos de pessoas que querem ter uma vida melhor. Pessoas que não tiveram a oportunidade do acesso às letras quando eram crianças. Mas em 2018 vamos poder bater no peito e dizer que o Acre é um estado 100% alfabetizado.” – Leo de Brito, deputado federal
“Lembro meus pais, analfabetos, que não tiveram um ‘Quero Ler’ na vida. Quando era jovem e estudava, chegava em casa e meus pais não podiam me ajudar na tarefa da escola, mas eles me apoiaram em tudo nessa vida. Por isso, aproveitem essa oportunidade e não desistam.” – Raimundo Angelim, deputado federal
“O novo governo federal recém-empossado acabou com o programa Brasil Alfabetizado. Mas o governador Tião Viana não vai abandonar essa iniciativa, e seguirá em frente para acabar com o analfabetismo no Acre.” – Daniel Zen, deputado estadual.
fonte   www.agencia.ac.gov.br
equipe giro feijó

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