Após rebelião, juíza quer separar facções rivais em presídio no AC - Giro Feijó

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Após rebelião, juíza quer separar facções rivais em presídio no AC

Após rebelião, juíza quer separar facções rivais em presídio no AC

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A juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campos, informou nesta segunda-feira (24), durante coletiva de imprensa, que deve tomar algumas medidas de remanejamento de presos para separar duas facções rivais que disputam espaço dentro do Complexo Penitenciário Francisco d'Olveira Conde (FOC) em Rio Branco.
Após a invasão na Unidade Prisional 4 (UP4), quando 25 criminosos armaram uma emboscada para tentar matar os presos do semiaberto, e a rebelião em três pavilhões do regime fechado, a medida é uma forma de conter o tumulto dentro do presídio.
"A gente está fazendo a mudança deles. A facção Bonde dos 13 não aceita mais o Comando Vermelho no fechado. Já pedi umas vagas para o Quinari [Senador Guiomard], entretanto, não obtive resposta do juiz. Estou aguardando a resposta pra gente ver realmente qual providência tomar. O sistema está inchando, lotado, então precisamos fazer remanejamento e várias adequações", explica.
Atualmente, o maior presídio do Acre acomoda 3 mil presos ao todo. "A gente precisa separar o Comando Vermelho de Bonde dos 13. A maioria é do Bonde dos 13, o Comando Vermelho está em minoria", diz.
A magistrada explica que a ideia é remanejar presos mais comportados para o interior do Acre e abrir espaço para que seja feita a separação dos integrantes de facções dentro do FOC.
Briga de facções no Acre
Desde 16 de outubro, o Acre registra uma onda de execuções que, segundo o secretário da Segurança, Emylson Farias, tem ligação com a briga entre duas facções rivais. O estopim dessa guerra aconteceu na noite da última terça (18), quando ao menos 25 criminosos de um grupo organizado armaram uma emboscada. Quatro pessoas foram feridas e apenas um criminoso preso.
O ataque aconteceu na Unidade Prisional 4 (UP4), quando os presos voltavam para dormir na unidade. No dia seguinte, o governo acionou 500 homens do Exército, destes 200 ficaram em Rio Branco e o restante em cidades da fronteira.
O presídio Francisco d'Oliveira Conde (FOC) também registrou um início de motim na quarta (19). O motim iniciou no pavilhão I, dentro do "Chapão", onde ficam os sentenciados. A assessoria do Iapen confirmou que um grupo de presos começou a bater nas grades e a gritar, mas a situação foi contida a tempo. A visita íntima foi suspensa devido ao ataque registrado na noite anterior.
Na quinta (20), uma briga durante o banho de sol no FOC deixou um ferido em Rio Branco. A Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sesp-AC) informou que os presos usaram estoques durante a confusão no pátio da unidade.
No mesmo dia, durante a entrega de marmitas no presídio, os presos se rebelaram e tomaram conta de três pavilhões da FOC. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na unidade e, inicialmente, conseguiram retomar os pavilhões L e K. O Pavilhão J foi o último a ser controlado. Após a rebelião, em coletiva, o governo afirmou que dois carcereiros foram presos sob suspeita de fornecer armas para presos atuarem no complexo.
No total, quatro presos morreram. Um chegou a ser socorrido no Hospital de Urgência e Emergência, mas não resistiu. Além disso, 19 ficaram feridos.
Na madrugada deste domingo (23), mais uma morte foi registrada na FOC. Desta vez, a vítima foi o preso Jean Carlos Nascimento da Costa, morto na cela 11 do Pavilhão A com golpes de estoque, um tipo de arma artesanal que, segundo o Iapen, foi feita com ferro por outro reeducando.
Ao G1, o diretor do presídio James Rodrigues informou que outro detento confessou o crime e foi encaminhado para a Delegacia de Flagrantes (Defla). O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
fonte   g1.globo.com

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