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Menos de 1% da população do Acre é doadora de medula óssea, diz Saúde

Menos de 1% da população do estado do Acre é cadastrada Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), segundo a diretoria de captação do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre). De 2013 até setembro deste ano, o Acre cadastrou 3.861 pessoas como doadores de medula óssea, em um universo de 816.687 mil habitantes.
De janeiro a setembro de 2016, o Hemoacre cadastrou 1.851 pessoas. Segundo a responsável pelo setor de Captação do Hemoacre, Quésia Nogueira, o número é baixo em relação à população total do estado e diz que a meta do estado estabelecida pelo Ministério da Saúdeé de cadastrar 2,1 mil pessoasainda este ano.
"Estamos engatinhando nesse processo de cadastramento de doadores de medula óssea. A população precisa se sensibilizar muito mais em relação a isso. Estamos em um processo de sensibilização para que todos pensem que um dia podem precisar. Para o doador, é apenas uma pulsão no quadril, mas para o receptor é a história de vida dele. É uma possibilidade deO membro do laboratório de histocompatibilidade e imunogenética, o bioquímico Lindberg Oliveira, de 42 anos, afirmou que o Acre é o estado que menos cadastrou pessoas como doadoras de medula óssea desde a existência do cadastro nacional.
Ele explica que a chance de encontrar um doador compatível no banco nacional é de 1 para 100 mil cadastrados, variando até de 1 para 1 milhão.
"Participo de uma entidade que acompanham pacientes com indicação de transplante de medula óssea. O Hemoacre, junto com as entidades não governamentais, como o Rotary Club, está mobilizando para cadastrar mais pessoas. Fizemos uma ação no shopping de Rio Branco e cadastramos ao menos 150 pessoas em dois dias, na sexta-feira [21] e sábado [22]", contou Oliveira, que também faz parte do Rotary Clube.
A pedagoga Ednelsa da Costa Barreira, de 39 anos, afirmou que resolveu fazer o cadastro junto com a irmã e o cunhado para serem doadores de medula óssea e ajudar as pessoas. Ela contou que há 10 anos perdeu uma filha de 1 ano e 4 meses que foi diagnosticada com um câncer no cérebro aos 11 meses.
Ela contou que a filha não teve oportunidade de fazer um tratamento. "A gente descobriu, viajou, mas não deu tempo de fazer o tratamento. Então, como vi no shopping a campanha, fiz com minha irmã e cunhado para fazer o cadastro e quem sabe poder ajudar alguém", disse.
O cadastro
Para fazer o cadastro de medula óssea, é necessário estar bem de saúde, ter entre 18 e 55 anos e não ter doenças infecciosas (hepatite, Chagas, HIV, sífilis) e outros problemas como diabetes, câncer e doenças específicas do sangue.
Os voluntários preenchem um formulário com informações pessoais. Em poucos minutos é retirada apenas uma amostra com 5 ml de sangue. O material é encaminhado para o teste de Histocompatibilidade (HLA), que verifica as características genéticas entre o doador e o receptor inscrito no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme).
Sobre o sistema
O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea é um sistema criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) para arquivar informações de possíveis doadores de medula óssea. O registro reúne informações básicas do candidato à doação de medula e especificidades como resultados de exames e características genéticas que facilitam a busca de compatibilidade entre doadores e receptores. Quando um receptor não possui um doador aparentado, é feita uma busca no Redome de cadastros que possam ser compatíveis, para que seja feito o transplante da medula. continuidade de vida", disse Quésia.
fonte  g1.globo.com
equipe giro feijó

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