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Caçambeiros ameaçam fechar a BR-364 para garantir trabalho

“Sem a participação dos nossos caçambeiros, os carreteiros dos outros estados danificarão o que restou da nossa rodovia 364 e ainda levarão o dinheiro que circular em nossa região”, desabafou o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado do Acre (Sintraba), Júlio Farias, quando foi informado que duas empresas mineiras recuperação o trecho de Sena Madureira ao Rio Liberdade, no município de Tarauacá. Antecipou que se os caçambeiros acreanos não forem incluídos neste empreendimento, poderão os bloquear a rodovia no dia da solenidade de assinatura da ordem de serviço.
“Temos 400 sócios que ficarão desempregados, casos as empresas mineiras vencedoras da licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte no Acre (Dnit), não contratem os nossos veículos”, alertou o sindicalista.
Faria contou que estiveram recentemente, com os gestores do Dnit/Acre, para apresentar uma sugestão, que garantia que os recursos circulem no estado. A proposta, segundo ele, que as carretas que têm capacidade de transportar 27 mil metros cúbicos de brita desembarcassem o produto em Sena Madureira, para que as caçambas com capacidade de transportar 10 mil metros cúbicos pudesse levar a carga até o Rio Gregório, para não danificar ainda mais os trechos da rodovia nesta época invernosa. “Uma carreta com quarenta mil toneladas sobre uma base danificada, só causará mais prejuízos”, alertou o presidente do Sintraba.
Salientou que um carreteiro recebe o dinheiro do frete, que poderia ser transportado por três caçambeiros acreanos. “Queremos que as empresas vencedoras da licitação contratem as nossas máquinas, porque temos um 800 equipamentos parados”, comentou.
Valores depreciados
Para os empresários do setor da construção civil, as empresas mineiras buscam compensar o baixo valor da obra de recuperação da rodovia 364, querendo reduzir em 30% o valor do metro cúbico da brita. Apesar do preço praticado na praça girar em torno de R$ 300,00, as empresas vencedoras da licitação buscam impor um valor de apenas R$ 200,00 para grandes quantidades.
“Não estamos com a corda no pescoço para vender o nosso produto a preço de banana”, desabafou um empresário do ramo que preferiu não se identificar para evitar retaliações.
Em outra empresa que concorreu ao processo licitatório, através do consórcio da Castilho, a impossibilidade de continuar fornecendo pedra rachão e brita para a recuperação dos trechos danificados da Rodovia-364, resultou na dispensa de 50 trabalhadores. Diante da época de inverno e a incerteza de continuar fornecendo o produto para as empresas que fazem o trabalho de recuperação, o gerente resolveu dar férias coletivas a alguns motoristas.
“Por enquanto, vamos aguardar as empreiteiras vencedoras da licitação do Dnit se manifestarem como vão trabalhar com as empresas locais”, ponderou o empresário do setor da construção civil.
fonte  www.jornalatribuna.com. 
equipe giro feijó

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