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Estudantes denunciam irregularidades em pagamento de bolsas na Ufac

Alunos da Universidade Federal do Acre (Ufac) denunciam irregularidades no pagamento das bolsas do Programa de Assistência Estudantil Pró-Inclusão - destinado a novos estudantes com ingresso por meio de cotas. O problema, segundo os universitários, é que os bolsistas estão sendo pagos sem o programa de tutoria, uma vez que o edital não foi lançado. Os dois trabalhos são vinculados.
O pró-reitor de Assuntos Estudantis, José Sérgio Siqueira, afirmou que o edital destinado aos estudantes tutores deve ser lançado somente entre o final de janeiro e início de fevereiro de 2017. Ele confirmou que os bolsistas pró-inclusão, selecionados ainda em novembro deste ano, estão recebendo auxílio mesmo sem os tutores.
O acadêmico de psicologia André Calixto acompanhava 12 ingressantes na Ufac, quando o trabalho foi interrompido. Ele explica que o tutor se reúne com os novos estudantes para dar apoio moral e educacional, com revisão de conteúdo. Os encontros são as chamadas "atividades de contrapartida" - relatórios e listas de chamada que garantem os auxílios financeiros.
"Um programa não pode existir sem o outro, existem cláusulas específicas no edital. Abriram todos os editais no começo do semestre [novembro], menos o de tutoria. Então, publicaram nas mídias que os alunos do pró-inclusão fossem assinar as listas para recebem as bolsas. Isso é ilegal", reclama.
É a mesma situação da aluna de história Jamily Silva. "Não saiu o edital da tutoria, mas saiu o do pró-inclusão. Os editais deveriam sair juntos. Eu trabalhava com seis estudantes calouros. Eles estão sem ninguém, continuam recebendo, mas sem tutores", salienta.
Para Calixto, o início do programa de tutoria somente em fevereiro será um prejuízo para o acompanhamento dos alunos, uma vez que o fim do semestre está marcado para abril. "Os estudantes estão me ligando perguntando pelos encontros porque vão ter prova. Eu digo que nosso edital não saiu", lamenta.
Assuntos estudantis
O pró-reitor disse que as duas seleções não foram feitas na mesma época, porque inicialmente é necessário saber em quais cursos os alunos cotistas estudam para que não sejam selecionados tutores desnecessários. Ele ressalta que o programa de tutoria ocorre depois desse trabalho de categorização.
"Como não sabemos qual a demanda, onde estão os alunos que precisam, só podemos soltar edital para tutor depois de ver onde eles serão necessários. A tutoria é um serviço que prestamos à comunidade. É uma demanda depois do trabalho que estamos fazendo", salienta.
Sobre os auxílios estarem sendo pagos sem as reuniões de tutoria, Siqueira se limitou a dizer que "existe a contrapartida".
fonte  g1.globo.com
equipe giro feijó

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