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Grávida de sete meses é baleada durante discussão por veado

A agricultora Geane Mota, de 32 anos, foi até o Instituto Médico Legal (IML) de Cruzeiro do Sul, na manhã desta sexta-feira (16), fazer corpo de delito após ser baleada na perna na comunidade onde mora. Grávida de sete meses, ela conta que foi atingida por um tiro de espingarda no último dia 5, mas diz que só agora está tomando as providências contra o acusado de ter efetuado o disparo contra ela.
A polícia disse ao G1 que está investigando o caso e informou que o acusado foi até a delegacia avisar sobre o ocorrido, ouvido e liberado.
Geane diz que ficou internada alguns dias no hospital de Porto Walter e depois foi encaminhada para a maternidade de Cruzeiro do Sul. O crime ocorreu no seringal Ouro Preto, entre Porto Walter e Marcehal Thaumaturgo, e teria sido motivado após uma discussão por um veado que o acusado tentava matar no dia.
"Eu escutei os gritos e, quando eu desci, ele já estava discutindo com minhas meninas. Dizia que estava caçando um veado que tinha passado perto da minha casa. A gente disse que o animal não estava lá, mas ele ficou teimando que o veado estava lá", conta.
A princípio, o caçador discutiu mas logo foi embora da casa da agricultora, retornando logo depois e acusando a família de ter matado o veado e escondido. "Eu disse que nem veado eu tinha visto ali. Foi quando ele pegou a espingarda e disse que ia atirar na minha cara", afirmou.
A partir daí, Geane conta que ele pegou a arma e mirou para atirar nela. Na hora, ela conseguiu se jogar no chão e o tiro pegou na perna. "Cai, fiquei sem enxergar nada e fui para casa para ver se passava mais. Fiquei ouvindo o barulho no meu ouvido", relembra.
Geane diz ainda que o acusado tem fama de ser um agressor conhecido na comunidade. "Dizem que ele é doido, mas quero que tomem alguma providência. Nem que seja para internar", reclama.
O delegado responsável pelo caso, Elton Futigami, disse que a polícia foi avisada sobre o crime pelo próprio autor. Ele informou ainda que o homem deve ser indiciado por lesão corporal leve.
"O fato chegou para a polícia através dele [acusado de efetuar o disparo] mesmo. Ele alega que a família da agricultora tinha invadido a área dele para caçar. O fato é que ele não podia ter feito isso. Ele foi ouvido e ela também. O inquérito vai ser feito e encaminhado para a Justiça, mas não deve passar de uma lesão", finaliza.
fonte  g1.globo.com
equipe giro feijó

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