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No AC, sogro do piloto do voo da Chapecoense pede perdão às famílias

É uma perda que a gente não vai conseguir reverter', diz sogro.
Especialistas alegam que piloto deveria ter insistido em abastecer.
Ainda abalado com o acidente, o sogro do piloto Miguel Quiroga, de 36 anos, que pilotava a aeronave que caiu com o time da Chapecoense e deixou 71 mortos na terça (29), falou sobre o estado da filha e também se desculpou com a família das vítimas. Roger Pinto Molina falou com a Rede Amazônica Acre na casa onde Quiroga vivia com a mulher e os filhos.
"É um golpe irreparável. Uma perda que a gente não vai conseguir reverter. É difícil, mas, sobre tudo isso, nós compartilhamos nosso sofrimento com os milhões de brasileiros. Queremos apresentar, em nome da nossa família, da minha filha Daniela, dos meus netos, dos pais, de todos os bolivianos que faziam parte daquela delegação, nossos pêsames, nossa solidariedade", diz Molina.
Ele conta que a mulher do piloto, Daniela Quiroga, ainda está muito abalada e não sai do quarto.
"Queremos dizer para os milhões de brasileiros, especificamente para os familiares, filhos, pais e irmãos de Chapecó que sentimos muito. A palavra desculpa não resolve nada. Mas, queremos pedir perdão se foi um acidente que poderia ser evitado ou não. A capacidade e a vontade do nosso filho não está em questão, as investigações vão estabelecer o grau de responsabilidade", lamenta.
Molina voltou a dizer que a empresa LaMia, de onde pertencia o avião foi criada por um grupo de ex-militares bolivianos e tinha alugado a aeronave da Venezuela para atuar com voos fretados. O piloto era um dos sócios da empresa.
O sogro de Quiroga era senador boliviano, oposicionista ao governo de Evo Morales, fugiu para o Brasil onde vivia desde 2013 como refugiado político. Quando recebeu a notícia, ele estava em Brasília (DF) e não pensou duas vezes em voltar para a casa da filha.
A cidade de Cobija, na Bolívia, é onde, segundo especialistas em aviação, o piloto deveria ter parada para reabastecer antes de seguir para Medellín.
"Sempre existia a esperança de que tivesse ocorrido o menor, que mesmo sendo um acidente, ninguém tinha informação, que todo mundo pudesse ter se salvado. Foi impactante. Logo que se vai avançando a informação e vai se inteirando do pior e com muita tristeza, consternação e dor", diz.
Sobre um possível erro do piloto, Molina diz que vai aguardar o final da investigações, mas destacou que o avião, usado para o transporte da delegação, estava com a documentação em dia.
"Interessante, porque naquele dia de manhã eles tinham recolhido o avião de Cochabamba, onde está o centro de revisão dos aviões, especificamente, que são da empresa. Era um avião em condições perfeitas. Com uma tripulação experiente", finaliza.
fonte  g1.globo.com
equipe giro feijó

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