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Ministro da Integração vistoria áreas atingidas por cheia histórica no Acre

O Rio Juruá, no interior do Acre, registra a maior enchente dos últimos 22 anos na região. Nesta sexta-feira (3), o manancial registrou 14,22 metros e já afeta 3.552 pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros, estão desabrigadas 97 famílias e 707 estão desalojadas, ou seja, em casa de parentes ou amigos.
Nas últimas 24 horas, o nível do rio teve uma redução de 2 centímetros e a previsão, conforme o capitão do Corpo de Bombeiros Rômulo Barros, é que as águas continuem baixando.
"Essa água está descendo mais lentamente em virtude do Rio Moa, que continua subindo e isso tem dificultado a vazante, mas a expectativa é que ele continue descendo durante todo o dia e esperamos que nos próximos dias ele volte à sua média normal do período em que vivemos", diz.
Ministro vai sobrevoar cidades atingidas pela maior cheia do Rio Juruá  (Foto: Anny Barbosa/G1)
Para vistoriar a situação, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e o secretário de Defesa Civil, Renato Newton Ramlow, cumprem agenda no interior do Acre nesta sexta. Senadores e deputados federais também compõem a comitiva, que percorre de helicóptero as regiões afetadas pelas águas.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) reconheceu o estado de situação de emergência em portaria publicada nesta sexta no Diário Oficial da União (DOU). O decreto foi assinado pelo prefeito Ilderlei Cordeiro (PMDB-AC) no último dia 30, visando conseguir apoio do governo federal no atendimento às famílias.
Antes do sobrevoo pela cidade, a comitiva também visitou as famílias atingidas pela enchente. O grupo pousou no Teatro dos Náuas e a primeira visita ocorreu no Ginásio Jader Machado, que funciona como abrigo. Em seguida, seguiu para o abrigo Alailton Negreiros.
Barbalho afirmou que, com o reconhecimento da situação de emergência, o governo federal disponibilizou um montante de quase R$ 4 milhões para ações emergenciais, com cestas básicas, kits de higiene e colchonetes. "São recursos para este momento de sofrimento para minimizar as dificuldades e trazer tranquilidade às famílias", falou.
O ministro acrescentou que mais verba deve ser liberada para ajudar no atendimento das áreas atingidas. Além disso, salientou que as outras cidades acreanas, que também enfrentam enchentes - Rodrigues Alves e Tarauacá - também devem passar por homologação dos decretos de emergência.
"Passaremos, de agora em diante, a garantir a recuperação da cidade. A prefeitura deve apresentar nas próximas semanas um plano de trabalho para recompor as áreas atingidas para, consequentemente, podermos liberar esses recursos para que Cruzeiro do Sul possa ter restabelecida sua condição urbana", ressaltou.
De Cruzeiro do Sul, segundo a agenda divulgada pela assessoria de imprensa, a comitiva segue para Tarauacá, também para percorrer as áreas da cidade afetadas pela enchente. Em seguida, o ministro da Integração e o secretário de Defesa Civil seguem para Belém (PA).
Ministro chegou à cidade de Cruzeiro do Sul na manhã desta sexta-feira (3) (Foto: Anny Barbosa/G1)
Três cidades em situação de emergência
Também banhada pelo Rio Juruá, Rodrigues Alves também decretou estado de emergência devido à maior enchente registrada nos últimos 22 anos. O decreto foi publicado também nesta sexta. O prefeito da cidade, Sebastião Correia, justificou que "diversas comunidades rurais estão sendo atingidas pela inundação, deixando centenas de residências inundadas".
Tarauacá foi a primeira cidade acreana a decretar a situação de emergência ainda na terça-feira (31), devido às cheias dos rios Tarauacá e Muru. O documento, assinado pela prefeita Marilete Vitorino (PSD-AC), foi publicado na quarta (1°) do Diário Oficial do Estado (DOE).
O Rio Tarauacá, que banha a cidade, continua acima da cota de transbordo (9,50 metros), de acordo os bombeiros. Na manhã desta sexta, a medição apontou que as águas estão em 9,65 metros. O rio Muri não é monitorado.
fonte   g1.globo.com

equipe giro feijó

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