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Mãe de 16 anos perde o útero por causa de negligência na maternidade e vai parar na UTI, denuncia família

Adolescente perdeu útero por negligência médica, denuncia prima
A Maternidade e Clínica de Mulheres Bárbara Heliodora, em Rio Branco, volta a ser alvo de denúncias de familiares de pacientes. A reportagem da Folha do Acre apurou que no último sábado (25) uma adolescente de 16 anos identificada pelas iniciais J. A. S., que estava no nono mês de gestação, entrou em trabalho de parto e foi levada por familiares até a maternidade. Desde então, o que era pra ser um momento de felicidade, com a chegada de uma criança, tornou-se um pesadelo.
A prima da adolescente conta que mesmo estando com a pressão arterial alta, os médicos disseram que ela tinha capacidade de ter o filho em um parto normal. A menor sofreu fortes dores do sábado até a segunda-feira (27), quando os médicos resolveram realizar uma cirurgia cesariana.
“Quando eles viram que ela não tinha como ter a bebê normal resolveram fazer a cesariana. Durante a cirurgia ela teve uma hemorragia e os médicos retiraram o útero dela”, disse Larissa, visivelmente abalada.
Útero é entregue à família
A criança nasceu aparentemente saudável, mas permanece internada na maternidade, já a mãe foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).
De acordo com a família, o estado de saúde da adolescente é considerado grave. Apesar de toda a situação, a família ainda foi surpreendida por um médico da maternidade que entregou o útero da adolescente dentro de um recipiente para que fosse levado para autópsia.
Outro lado
A assessoria da Sesacre enviou nota de esclarecimento sobre o caso à redação da Folha do Acre. Confira:
A paciente de 16 anos, gravidez de risco, que fez o pré-natal na rede básica, deu entrada na unidade ficando internada na enfermaria de patologias obstétricas e gestantes de alto risco.
Ela apresentou plaquetopenia (redução de plaquetas no sangue) o que para seu caso é indicado um parto normal, para segurança da mãe e do bebê.
A paciente já estava no centro cirúrgico, o médico fez a cesariana, pois não obteve condução para o parto normal. Depois, apresentou o quadro de atonia uterina. Foi feita a assistência imediata, onde identificaram a necessidade da retirada do útero para resguardo da vida da paciente, sendo encaminhada à UTI para cuidados intensivos após cirurgia.
Explicamos ainda que:
O pai da paciente e o menor que afirmou ser o pai da criança, estiveram durante todo momento presente e acompanhando os passos dados pela equipe, não chegando ao conhecimento dessa gerência nenhuma reclamação sobre qualquer atendimento prestado;
Qualquer órgão retirado de um paciente deve ser entregue à família para que seja feita a patologia;
Todos os exames necessários, como: ultrassom diária, análise do estado da paciente, cardiotocografia (exame mais detalhado e específico para saber o estado do bebê). Médico, enfermeiro e outros serviços também foram disponibilizados 24 horas para a assistência à paciente;
Esclarecemos ainda que estamos solidários e dispostos a fornecer qualquer informação, mas rechaçamos as conclusões baseadas em informações infundadas.

Rio Branco, 29 de março de 2017.
Serlene Gonçalves
Diretora Maternidade Bárbara Heliodora
fonte  afolhadoacre.com
equipe giro feijó

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