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Órgãos ambientais fazem força-tarefa contra desmatamento e queimadas no Acre

Acre tem o compromisso de acabar com a derrubada e queimada ilegal até o ano de 2020, No ano passado, 180 denúncias foram registradas pelo Instituto do Meio Ambientes do Acre (Imac). Desse total, 97 eram de desmate e retirada ilegal de madeira e 138 autos de infração e notificações foram emitidos.
Com ações de controle e prevenção ao desmatamento, o Acre mantém 87% de floresta preservada. Nos últimos 10 anos, a redução do desmatamento foi de 50%. 2015 foi o ano com o maior registro de área desmatada - 351 mil hectares. E no ano passado, apesar da seca severa, esse número passou para 29 mil hectares.
A redução dos números faz parte das ações da Pperação Floresta Viva, que este ano tem como foco parte das regiões do Baixo e Alto acre, que registraram o maior índice de queimada e derrubada no ano passado
O acordo de cooperação foi apresentado pelos representantes dos órgãos, que fazem parte da força-tarefa, ainda na segunda-feira (16).
“O plantio de espécies como açaí, seringueira e outras fruteiras nas áreas abertas, a criação de pequenos animais, a psicultura, são opções de produção sustentável, que estamos incentivando fortemente, principalmente os 40 mil pequenos produtores rurais que nós temos no Acre para que possam gerar renda, ter uma vida tranquila e poder, mais que isso, não acessar novas áreas de floresta”, explica o secretária estadual de Meio Ambiente, Edegard de Deus.
Equipes do Ibama, Imac, homens do Pelotão Florestal, Corpo de bombeiros, do Centro Integrado de Operações Aéreas e do Exército participam da edição 2017 da Operação Floresta Viva. Este ano, a tolerância é zero para quem descumprir as leis ambientais.
“A orientação é autuar, embargar área e se, por ventura, for pego em flagrante delito, conduzir o infrator à delegacia para que a polícia judiciária faça o procedimento criminal e a gente faça o nosso administrativo em seguida encaminhamos para o Ministério Público Estadual para que ofereça o procedimento, contribuindo com a redução de desmatamento e focos de calor no estado”, destaca o diretor-presidente do Imac, Paulo Viana.
Para reforçar essas ações de preservação da biodiversidade da Amazônia, o Acre passou a fazer parte do sistema nacional de controle da origem de produtos florestais – Sinaflor. O acordo foi anunciado pela presidente nacional do Ibama, Suley Araújo, em visita ao estado.
É um sistema bem mais complexo, mais completo, mais eficiente, do que o que usávamos até agora. O controle vai ser por via eletrônica desde a aprovação dos planos de manejo, desde das autorizações de supressão da vegetação nativa”, destaca.
O Sinaflor vai melhorar o nível de controle de origem de produtos, como madeira e carvão, rastreando desde as autorizações de exploração até o transporte, armazenamento, industrialização e exportação para aumentar o grau de segurança e confiabilidade dos sistemas como um todo.
“A indústria madeireira que atua na legalidade só tem a ganhar com um sistema como esse”, pontua Suely.
A presidente também falou sobre a preocupação com sanção da medida provisória 756, que redefine os limites da floresta nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, em áreas de proteção ambiental que, apesar de também ser uma unidade de conservação, a APA tem critérios de uso mais flexíveis e pode refletir negativamente em toda a região Amazônica.
“A luta sempre vai ser pelo aumento da proteção, mas sempre uma medida como essa impacta negativamente, porque é um símbolo muito ruim, como se o país não tivesse dando a devida atenção. Mas, estamos na torcida pelo veto presidencial”, finaliza.

fonte  g1.globo.com
equipe giro feijó

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