Deficiente que vivia em situação análoga à escravidão perto de chiqueiro em fazenda em MT - Giro Feijó

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Deficiente que vivia em situação análoga à escravidão perto de chiqueiro em fazenda  em MT

Deficiente que vivia em situação análoga à escravidão perto de chiqueiro em fazenda em MT

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foto ilustrativa  
Um deficiente físico e visual que vivia em perto de um chiqueiro em uma fazenda em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foi resgatado em situação análoga à escravidão na sexta-feira (7). Ele teve a perna amputada e perdeu a visão de um olho durante acidentes de trabalho. As informações são da Polícia Civil. O proprietário da fazenda, o advogado Robson Medeiros, teve o pedido de prisão temporária encaminhado à Justiça. O G1 não conseguiu localizar a defesa dele.
O trabalhador foi encontrado após denúncia na Central de Atendimento de Direitos Humanos, o disque 100.
Segundo a polícia, ele vivia em um quarto com muitos ratos e perto de um chiqueiro. O lugar também funcionava como depósito de produtos agropecuários, rações e ferramentas de trabalho.
Em relato à polícia, o funcionário contou que é portador de hanseníase e, por isso, não sente dores no corpo. Há quatro meses, como disse ele em depoimento, os ratos roeram uma das pernas enquanto ele dormia. Ele só percebeu a situação depois que acordou e viu as poças de sangue no chão.
Por causa da deficiência, o trabalhador não pode fazer a própria comida e depende de outros funcionários da propriedade.
Ele também contou à polícia que os documentos pessoais dele estão, há cerca de um ano, com o ex-sogro do advogado, que supostamente daria entrada no processo de aposentadoria do trabalhador.
Durante vistorias, a polícia encontrou banheiros e alojamentos adequados. Porém os proprietários deixam o local trancado com cadeado e corrente fazendo com que os funcionários tomem banho de mangueira atrás da casa.
Uma família que mora na fazenda também contou que trabalha sem carteira assinada. A filha do casal, de 13 anos, relatou que o patrão a convidou para ter relações sexuais com ele e a mulher dele.
De acordo com a Polícia Civil, o delegado responsável pelas investigações pediu à Justiça a prisão temporária do advogado e do sogro dele. Eles devem responder pelos crimes de sequestro, cárcere privado, redução a condição análoga de escravo, maus tratos e favorecimento sexual.

fonte g1.globo.com

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