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Acre tem quase 70 presos por suspeita de envolvimento com violência

Desde o último sábado (5), 69 pessoas foram presas no Acre, por suspeita de participação em atos violentos no estado, em represália à instalação de bloqueadores de celular nos presídios locais. Os órgãos de segurança pública atribuem à ação de facções criminosas a ocorrência de atos como tentativas de homicídio e incêndios a ônibus. Além das detenções, o operativo formado por forças de segurança estadual e municipais, Corpo de Bombeiros e Exército apreendeu materiais diversos, como armas de fogo, equipamentos eletrônicos, veículos e entorpecentes, segundo informações do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) do estado.
Embora o número de atos tenha diminuído nos últimos dias, afastando o clima de tensão que dominou o fim de semana e chegou a prejudicar o transporte público, instituições do Acre compreenderam que a situação exige a adoção de medidas preventivas para enfrentar os problemas no campo da segurança pública. Para discuti-las, representantes do Ministério Público Estadual, das polícias Civil e Militar, da prefeitura e do governo do estado reuniram-se hoje, na sede do Tribunal de Justiça do estado, informou a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), Isabela Fernandes.
“A polícia já está fazendo o policiamento ostensivo, mas temos que propor medidas de médio prazo, com foco na conscientização, porque não adianta só coibir a violência”, disse Isabela, que destacou a necessidade de capacitação e melhoria das condições de trabalho dos agentes públicos que atuam na garantia da segurança, bem como de políticas voltadas à educação e à profissionalização da população, a fim de que não seja envolvida em redes ilegais. Segundo a advogada, visitas que a OAB têm feito aos presídios mostram o crescimento do número de prisões, inclusive de mulheres, associadas ao tráfico de drogas.
Nesses presídios, conforme diagnosticou o Conselho Nacional de Justiça, por meio de vistoria realizada em maio deste ano, é forte a atuação de grupos como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC). Como reflexo disso, para além das paredes do sistema prisional, diz a advogada, muitas mortes registradas nos últimos anos, tanto na capital quanto no interior, estão associadas às disputas entre esses grupos. Para mudar tal quadro, Isabela Fernandes diz que é preciso atuar contra as facções e ampliar a fiscalização das fronteiras do estado, que está ladeado por Peru e Bolívia, por onde podem entrar drogas e armas.
Agência Brasil
equipe giro feijó

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