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Acreanos divergem sobre ensino religioso em escolas públicas: “O Estado tem que ser laico”


A votação que será retomada no Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 20 de setembro definirá a manutenção ou retirada do ensino religioso na rede de escolas públicas de todo Brasil, o assunto divide opiniões da população acreana.
Em uma enquete realizada pela reportagem da ContilNet, acreanos levantaram pontos de vistas bem contundentes a respeito da influência religioso aplicada sobre crianças e jovens, que de certa forma invadiria o direito à diversidade religiosa de cada um.
O bacharel em direito Ricardo Albuquerque Lima Júnior se mostrou extremamente preocupado com a limitação religiosa que seria imposta, caso a matéria passasse a ser exigida de forma obrigatória no ensino público.
“O Estado precisa ser laico, não pode deixar-se influenciar por religião A ou B. Ou o direito a diversidade é garantido, ou a intolerância nesse país vai ficar ainda pior”, disse.
Albuquerque ainda pontuou a dificuldade utópica de alinhar uma população tão heterogênea quanto a brasileira em uma única religião.
“O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, temos pelo menos quatro religiões majoritárias disseminadas entre a população, sem contar nas religiões criadas em território nacional. Tentar unificar isso seria a prova viva da ignorância e intolerância”, declarou.
Já a funcionária pública Socorro Andrade se mostrou preocupada com a situação da juventude acreana e apontou o ensino religioso obrigatório como uma possível válvula de escape, para que mais e mais jovens não acabem sendo seduzidos pelo mundo do crime.
“A situação atual, com toda essa guerra entre facções, menores cada vez mais envolvidos no mundo das drogas, nos faz pensar se isso não seria a ausência de Deus no coração dos jovens. Não é doutrinar, mas sim aconselhar e mostrar os melhores caminhos para que os frutos cresçam fortes e saudáveis”, disse.
O julgamento que deve decidir pela inclusão do ensino religioso em escolas públicas foi paralisado com o placar de 3 votos a 2 a favor e deverá ser retomado no próximo dia 20 de setembro no Supremo Tribunal Federal.
fonte  contilnetnoticias.com.br
equipe giro feijó

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